Paula Becker Dermatologista

Doença de Pele

Hirsutismo

Hirsutismo

hirsutismo

O QUE É?
O hirsutismo é um aumento de quantidade de pelos na mulher em locais usuais ao homem, como queixo, buço, abdome inferior, ao redor de mamilos, entre os seios, glúteos e parte interna das coxas.

O hirsutismo, embora seja raro costuma afetar as mulheres durante os anos férteis e após a menopausa, geralmente está associado à irregularidade menstrual, alterações hormonais, infertilidade e acne. Muitos casos não têm causa definida.

SINTOMAS
O surgimento deste distúrbio pode ser provocado por causas genéticas, uso de medicamentos e distúrbios glandulares (chamados endocrinológicos)

Hirsutismo familiar.

O crescimento de pelos ocorre, mas não por causa dos ciclos menstruais ou de um desbalanço hormonal predominantemente androgênicos (hromônios masculinos), Estes estão normais nestas mulheres. Nesse caso, a condição é antiga, e pode estar associada a alguns grupos éticos específicos.

Excesso de hormônios masculinos.

O hirsutismo pode estar ligado ao excesso de produção de androgênios (hormônios masculinos) pelas glândulas adrenais e os ovários. Em geral nestes casos ocorre um surgimento dos pêlos progressivo, e deve ser investigado. Há causas diversas sendo as mais comuns distúrbios na regulação da produção dos hormônios sexuais e seu balanço, e muito raramente tumores nos ovários ou nas glândulas suprarrenais.

MEDICAMENTOS.

Alguns tipos de drogas podem estimular o surgimento de pelos, o que explica a manifestação clínica da doença.

Síndrome dos ovários policísticos.

Esse síndrome é associado ao conjunto de mudanças que a mulher sofre no seu ciclo menstrual por alterações hormonais, oleosidade, acne e infertilidade. O hirsutismo pode se manifestar em decorrência dessa síndrome.

TRATAMENTO
Um dos primeiros passos do tratamento é realizar uma investigação hormonal. A partir daí, o médico irá planejar todos os passos do tratamento, que passa inicialmente pela definição da doença de base, caso exista.

Medicamentos tópicos e sistêmicos

Na maior parte das vezes, o tratamento tópico (local) é realizado pelo bloqueio da ação dos hormônios masculinos nos pêlos, o que causa uma redução na sua velocidade e crescimento.
Por sua vez o tratamento sistêmico é realizado usando-se medicamentos de uso oral – são denominados antiandrogênicos.. Os resultados começam a aparecer entre três e seis meses.
Vale salientar que a Flutamida é uma medicação proibida para uso dermatológico no tratamento do hirsutismo, por seu risco de lesão aguda e irreversível do fígado. Essa posição é explicitada no alerta da Anvisa SNVS no 7, de 21 de outubro de 2004, no qual consta que, para a flutamina, “… o posicionamento da ANVISA em relação à única indicação terapêutica aprovada, o CÂNCER DE PRÓSTATA”.

Tratamento físico

Paralelamente aos medicamentos tópicos, pode ser preciso que o paciente faça a remoção física dos pelos. Entre os métodos, temos a raspagem; a depilação com cera ou cremes depilatórios; a utilização de pinças; eletrólise e depilação com laser, estas últimas técnicas mais duradouras para suprimir o surgimento de pelos. A escolha do método pode ser discutida com o dermatologista e abaixo seguem alguns pontos importantes a considerar na escolha:

– ENCRAVAMENTO: alguns métodos podem levar a maior encravamento e inflamação dos pêlos – a chamada foliculite. Nestes casos podem ser tentados tratamentos locais indicados pelos dermatologistas que auxiliem na prevenção da foliculite por depilação.

– Os CREMES DEPILATÓRIOS podem gerar irritação e até queimaduras se usados incorretamente ou em desacordo com as estritas indicações e modo de usar do fabricante. Leia sempre a bula ou instruções do creme adquirido.

– A ELETRÓLISE pode também causar foliculite e aumento de pigmento pela inflamação que gera, além de consumir muito tempo, embora seja muito boa para os pêlos brancos não suscetíveis ao LASER.

– Os LASERS são uma opção mais rápida e em geral custosa para a remoção dos pêlos. Há diversos aparelhos com princípios técnicos muito diferentes em uso para este fim. A escolha do melhor aparelho a ser usado em cada caso, a eficácia e os possíveis efeitos colaterais (manchas, queimaduras, ausências de resultados, aumento dos pêlos) devem ser discutidos com o médico que irá aplicar o método para que todas as dúvidas sejam sanadas antes de iniciar um tratamento. Este cuidado simples de não iniciar um tratamento de LASER para remoção de pêlos sem saber exatamente o que esperar,evita muitos descontentamentos por parte do paciente quanto a expectativas errôneas ou irreais ou quando as coisas não dão certo.

 

Fonte: SBD – Sociedade Brasileira de Dermatologia